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   O tipo de filme que começa com uma proposta boa, chega a um acontecimento de conquesquencias gigantescas e então começa a mudar seu ritmo progressivamente, surpreendendo o telespectador ao mostrar que toda a história não passa de um plano que vai muito além da vida dos envolvido, prendendo o telespectador em um jogo de manipulação muito bem armado.
O começo de Terapia de risco mostra a depressão da personagem da Rooney Mara que teve o seu marido preso por crimes fiscais e agora ela vive a um passo do suicídio. Mesmo a volta do seu marido não é o bastante para tirá-la da depressão e com isso seu psiquiatra lhe receita um remédio novo que muda sua vida, trazendo a ela o animo que faltava, só que ao decorrer do filme a personagem começa a ter sonambulismo decorrente a um efeito colateral do remédio, o que não seria grave se em uma dessas crises ela não tivesse matado o marido, um crime do qual ela não pode ser culpada já que estava dormido e quando a sociedade busca por justiça o peso cai sobre o remédio e a vida do psiquiatra que o receitou. Até aí o filme se passa calmo e quase que depressivo, então tudo muda quando o psiquiatra em questão busca por resposta e começa a perceber que nada nunca foi o que parecia ser e que ele estava envolvido em uma conspiração e começa a fazer o seu jogo para recuperar sua vida e punir os verdadeiros culpados.



   E se eu falasse para você assistir um filme do qual os diálogos são em libras e não há quase nenhuma voz? Parece entediante, mas este incrível filme holandês prende a sua atenção de uma forma única. E assim é 170 Hz, um filme sobre o romance de dois jovens surdos e a forma radical que usam para lutar pelo relacionamento.



   Além de uma incrível direção de fotografia, o filme surpreende com a sonoridade que sai do completo silêncio de discussões tensas e passa a destacar detalhes da cena como o som de uma gota d'água caindo, um tapa, o som se propagando debaixo d'água e o atrito de folhas, os sons no filme se sobrepõem em camadas como em uma montagem, consegue fazer o espectador ter empatia com o universo daqueles que não ouvem e, em outros momentos, faz com que o espectador dê valor e atenção a cada ruído.
   O filme foi dirigido e escrito por Joost Van Ginkel e tem 86 minutos de duração. As atuações são excelentes, destaque para Gaite Jansen, que além de muito linda é uma ótima atriz, prevejo ela fazendo sucesso em Hollywood, eu assisti este filme por ela, conheci seu trabalho no filme Dusk. 170 Hz recebeu 6.3 no IMDB e não teve grande destaque nos festivais, não entendo o porquê, o filme é muito bom e é uma experiencia nova para quem gosta de cinema, mas aviso que não é para qualquer um.