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   E se foi em Woodstock que se popularizou a expressão "Paz, amor e compreensão" não poderia ser outro o titulo senão "Paz, amo e mal-entendidos".

Título (br): Paz, amor e muito mais.
IMDB: 5.8.
Duração: 96 mim.
Gênero: Dramédia.
Diretor: Bruce Beresford.
Roteirista: Christina Mengert e Joseph Muszynski.

Sabe aquele filmes pouco divulgado, despretensioso e simples? Pois é, por isso que eu decidi assistir Peace, Love and Misunderstanding, a história começa com uma advoga, responsável e organizada, que recebe a proposta de divórcio do marido e, sem querer saber o que fazer, arrasta os filhos para uma fuga da sua nova realidade os levando para a casa da mãe, mãe tão diferente dela, uma mulher presa aos anos setenta, que mora em Woodstock, adepta e produtora de maconha, mãe que ela excluiu de sua vida por vinte anos. A notícia do divorcio não foi surpresa para o filho mais novo, aspirante a cineasta que aproveita a viagem para gravar um filme do qual ele não se importar em saber do que se trata, enquanto a filha, culta e vegetaria não recebe a notícia muito bem, mas logo se deixa envolver pela comunidade local e as ideologias hippies de sua avó. Um dos pontos altos do filme é a trilha sonora que é bastante previsível e as referencias aos anos setenta não estão apenas nas músicas, mas também nos costumes hippies, os protestos na rua as desavenças de ideologias mostrando o que há de remanescente em Woodstook.

   Quando li que lançaria um filme gravado durante doze anos a primeira coisa que pensei foi: "Se der errado eu vou rir". Não deu errado, Boyhood se manteve tão fiel a sua proposta de apresentar a vida dos personagens ao longo desses anos que de tão fiel a sua proposta se manteve como a vida segue, em pequenos momentos que fazem parte da formação de um individuo em meio a altos e baixos que não se permitiram ser surpreendentes, sendo tão ordinários como a vida realmente é. 
Como disse antes, boyhood não é um filme instigante com uma história empolgante, ele se mantem simplista e fiel a proposta de acompanhar o crescimento de um garoto e a vida das pessoas a sua volta. Como as decisões tomadas por sua mãe e por seu pai, fazendo ele e sua irmã viver por diferentes tipos de famílias ao longo dos anos, como nos pequenos detalhes da vida de Mason que o levaram a escolher ser fotografo e buscar pela arte, falando sobre suas teorias autênticas sobre a vida e a civilização robotizada. As passagens de cenas não veem acompanhadas por uma legenda com o ano ou a idade do garoto, o forçando a prestar atenção em detalhes com um clipe que algum personagem está assistindo, ou lançamento de um livro, ou música. E a trilha sonora fica por conta de bandas como Coldplay e Arcade Fire. O filme tem recebido boas críticas e premiado em importantes festivais, mas não vi nada de extraordinário a não ser pela maneira que foi feito.