Translate

Para Seguir

Instagram do Hipster Out

Face do Hispter Out

Translate

Mostrando postagens com marcador -Cinema-. Mostrar todas as postagens
   O tipo de filme que começa com uma proposta boa, chega a um acontecimento de conquesquencias gigantescas e então começa a mudar seu ritmo progressivamente, surpreendendo o telespectador ao mostrar que toda a história não passa de um plano que vai muito além da vida dos envolvido, prendendo o telespectador em um jogo de manipulação muito bem armado.
O começo de Terapia de risco mostra a depressão da personagem da Rooney Mara que teve o seu marido preso por crimes fiscais e agora ela vive a um passo do suicídio. Mesmo a volta do seu marido não é o bastante para tirá-la da depressão e com isso seu psiquiatra lhe receita um remédio novo que muda sua vida, trazendo a ela o animo que faltava, só que ao decorrer do filme a personagem começa a ter sonambulismo decorrente a um efeito colateral do remédio, o que não seria grave se em uma dessas crises ela não tivesse matado o marido, um crime do qual ela não pode ser culpada já que estava dormido e quando a sociedade busca por justiça o peso cai sobre o remédio e a vida do psiquiatra que o receitou. Até aí o filme se passa calmo e quase que depressivo, então tudo muda quando o psiquiatra em questão busca por resposta e começa a perceber que nada nunca foi o que parecia ser e que ele estava envolvido em uma conspiração e começa a fazer o seu jogo para recuperar sua vida e punir os verdadeiros culpados.

   E se foi em Woodstock que se popularizou a expressão "Paz, amor e compreensão" não poderia ser outro o titulo senão "Paz, amo e mal-entendidos".

Título (br): Paz, amor e muito mais.
IMDB: 5.8.
Duração: 96 mim.
Gênero: Dramédia.
Diretor: Bruce Beresford.
Roteirista: Christina Mengert e Joseph Muszynski.

Sabe aquele filmes pouco divulgado, despretensioso e simples? Pois é, por isso que eu decidi assistir Peace, Love and Misunderstanding, a história começa com uma advoga, responsável e organizada, que recebe a proposta de divórcio do marido e, sem querer saber o que fazer, arrasta os filhos para uma fuga da sua nova realidade os levando para a casa da mãe, mãe tão diferente dela, uma mulher presa aos anos setenta, que mora em Woodstock, adepta e produtora de maconha, mãe que ela excluiu de sua vida por vinte anos. A notícia do divorcio não foi surpresa para o filho mais novo, aspirante a cineasta que aproveita a viagem para gravar um filme do qual ele não se importar em saber do que se trata, enquanto a filha, culta e vegetaria não recebe a notícia muito bem, mas logo se deixa envolver pela comunidade local e as ideologias hippies de sua avó. Um dos pontos altos do filme é a trilha sonora que é bastante previsível e as referencias aos anos setenta não estão apenas nas músicas, mas também nos costumes hippies, os protestos na rua as desavenças de ideologias mostrando o que há de remanescente em Woodstook.

   Sabe aquele filme que acaba e a única coisa que você pensa é por quê? Por que fizeram este filme? Como tiveram coragem de gastar dinheiro com isso? Quem escreveu esse roteiro? Como pôde ser tão ruim? Foi assim que eu fiquei após terminar de assistir Honeymoon, me perguntando como alguém pode acreditar que poderia ser uma boa ideia.
O Filme é estrelado por Rose Leslie, que ficou mundialmente conhecida pelo papel de Ygritte em Game of Thrones (Você não sabe nada, Jon Snow), e por Harry Treadamay, que interpreta o Dr. Frankenstein em Penny Dreadful, e foi por eles que eu decidi assistir o filme. Ao menos há um grande comprometimento dos atores principais, que são basicamente os únicos, sério, só aparece quatro pessoas nesse filme, um filme que varia de diálogos chatos, que não levam a nada a não ser ao sexo que justifica a lua de mel, à cenas tão paradas, mas tão paradas que em determinado momento a minha amiga que assistia comigo saiu e pediu para que eu narrasse o filme, ela perguntou o que estava acontecendo e eu disse nada, ela pediu para que eu dissesse o que estava acontecendo e disse que estava acontecendo realmente nada, eles estavam parados e sem conversar, sobre o que deveria ser um filme de horror, não se iludam, a única coisa assustadora nesse filme é o tempo que você vai perder da sua vida. Normalmente filmes de horror começam parados e chatos, você tem que confiar que a história vai começar a engrenar, só tem que esperar pelo desenvolvimentismo. Não sei se posso chamar aquilo de desenvolvimento e a história nunca engrena, quando chega em uma hora e vinte e dois minutos a única coisa que você consegue dizer é "Eles tem cinco minutos para justificar este filme" e não, o filme acaba sem sentido algum fazendo você se lembrar de um grande pensador que uma vez disse em sua versão dublada, Séria melhor ter ido ver o filme do Pelé.

   Quando li que lançaria um filme gravado durante doze anos a primeira coisa que pensei foi: "Se der errado eu vou rir". Não deu errado, Boyhood se manteve tão fiel a sua proposta de apresentar a vida dos personagens ao longo desses anos que de tão fiel a sua proposta se manteve como a vida segue, em pequenos momentos que fazem parte da formação de um individuo em meio a altos e baixos que não se permitiram ser surpreendentes, sendo tão ordinários como a vida realmente é. 
Como disse antes, boyhood não é um filme instigante com uma história empolgante, ele se mantem simplista e fiel a proposta de acompanhar o crescimento de um garoto e a vida das pessoas a sua volta. Como as decisões tomadas por sua mãe e por seu pai, fazendo ele e sua irmã viver por diferentes tipos de famílias ao longo dos anos, como nos pequenos detalhes da vida de Mason que o levaram a escolher ser fotografo e buscar pela arte, falando sobre suas teorias autênticas sobre a vida e a civilização robotizada. As passagens de cenas não veem acompanhadas por uma legenda com o ano ou a idade do garoto, o forçando a prestar atenção em detalhes com um clipe que algum personagem está assistindo, ou lançamento de um livro, ou música. E a trilha sonora fica por conta de bandas como Coldplay e Arcade Fire. O filme tem recebido boas críticas e premiado em importantes festivais, mas não vi nada de extraordinário a não ser pela maneira que foi feito.




   Se tem uma coisa que eu sempre presto atenção em uma filme é a direção de fotografia, eu sei que é impossível não prestar atenção nisso, mas se tem uma coisa que eu não suporto é aqueles filmes filmados inteiros em uma sala com fundo verde e tendo suas paisagens inseridas pelo computador, sim, estou falando de Zack Snyder. Mas qual é a função de um diretor de fotografia? É basicamente a função de transformar o que está no roteiro em imagem, escolhendo os aparelhos de filmagem, a melhor iluminação e filtros para cada cena e até como o cenário deve ser montado. Neste post foram reunidos os vencedores de melhor fotografia do Oscar nos últimos dez anos.

2014 - Gravity (Emmanuel Lubezki)
2013 - Life of Pi (Claudio Miranda)
2012 - Hugo (Robert Richardson)
2011 - Inception (Wally Pfister)
2010 - Avatar (Mauro Fiore)
2009 - Slumdog million (Anthony Dod Mantle)
2008 -There will be blood (Robert Elswit)
2007 - El laberinto del fauno (Guillermo Navarro)
2006 -Memoirs of a geisha (Dion Beebe)
2005 - The aviator (Robert Richardson)

Bônus: Um dos filmes que mais me impressionou em questão de fotografia foi o Stoker (2013), do diretor Chan-Wook Park e teve como diretor de fotografia o Chung-Hoon Chung.


   E se eu falasse para você assistir um filme do qual os diálogos são em libras e não há quase nenhuma voz? Parece entediante, mas este incrível filme holandês prende a sua atenção de uma forma única. E assim é 170 Hz, um filme sobre o romance de dois jovens surdos e a forma radical que usam para lutar pelo relacionamento.



   Além de uma incrível direção de fotografia, o filme surpreende com a sonoridade que sai do completo silêncio de discussões tensas e passa a destacar detalhes da cena como o som de uma gota d'água caindo, um tapa, o som se propagando debaixo d'água e o atrito de folhas, os sons no filme se sobrepõem em camadas como em uma montagem, consegue fazer o espectador ter empatia com o universo daqueles que não ouvem e, em outros momentos, faz com que o espectador dê valor e atenção a cada ruído.
   O filme foi dirigido e escrito por Joost Van Ginkel e tem 86 minutos de duração. As atuações são excelentes, destaque para Gaite Jansen, que além de muito linda é uma ótima atriz, prevejo ela fazendo sucesso em Hollywood, eu assisti este filme por ela, conheci seu trabalho no filme Dusk. 170 Hz recebeu 6.3 no IMDB e não teve grande destaque nos festivais, não entendo o porquê, o filme é muito bom e é uma experiencia nova para quem gosta de cinema, mas aviso que não é para qualquer um.